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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Principais deuses e heróis gregos

A mitologia grega é bastante rica em termos de contos e explicações da origem do mundo, a tudo atribuindo os poderes dos deuses gregos, que segundo a crença geral, moravam no Monte Olimpo.
Dizem as lendas gregas que, no princípio, havia somente o grande Caos, do qual surgiram os Velhos Deuses, ou Titãs, dirigidos pelo deus Cronos (Tempo). Zeus era um filho de Cronos e chefiou a rebelião da nova geração dos deuses - chamados Deuses Olímpicos - que dominaram a Grécia em toda a sua época clássica. Os principais deuses olímpicos são:

Zeus
 
É o deus principal, governante do Monte Olimpo. Rei dos deuses e dos homens, era o sexto filho de Cronos. Como seus irmãos, deveria ser comido pelo pai, mas a mãe deu uma beberagem a Cronos e este vomitou novamente o filho; este e seus irmãos, também vomitados na mesma hora, uniram-se contra o pai, roubaram os raios e venceram a batalha. Os raios, fabricados pelo deus Hefaistos, eram o símbolo de Zeus.Zeus para os gregos e Júpiter para os romanos.



Hera
Esposa de Zeus, protetora do casamento, das mulheres casadas, das crianças e dos lares. Era também irmã de Zeus, uma das filhas vomitada por Cronos. Hera para os gregos e Juno para os romanos.







Poseidon
É o deus do mar e dos terremotos, foi quem deu os cavalos para os homens. Apesar disso, era considerado um deus traiçoeiro, pois os gregos não confiavam nos caprichos do mar.Poseidon para os gregos e Netuno para os romanos.




Démeter

Era a deusa das colheitas, dispensadora dos cereais e dos frutos. Quando Hades, deus do inferno, levou sua filha Perséfone como sua esposa, negou seus poderes à terra, e esta parou de produzir alimentos; a solução de Zeus foi que Perséfone passaria um terço do ano no inferno, com seu marido, e o restante do tempo com sua mãe, no Olimpo. Dessa forma, Démeter abrandou sua ira e tornou a florescer nas colheitas. Démeter para os gregos e Ceres para os romanos.


Hades
É o deus do Mundo Inferior e dos mortos. É também conhecido por ter raptado a deusa Perséfone (Koré ou Core) filha de Deméter, a quem teria sido fiel e com quem nunca teve filhos. Como o senhor implacável e invencível da morte, é Hades o deus mais odiado pelos mortais. Hades para os gregos e Plutão para os romanos.





Héstia
É  a deusa grega dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira. Filha de Cronos e Reia, era uma das doze divindades olímpicas. A ordem de nascimento de seus irmãos, segundo Pseudo-Apolodoro, é Héstia (a mais velha), seguida de Deméter e Hera, seguidas de Hades e Posseidon,o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta. Cortejada por Posídon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do respeito de deuses e mortais. Cortejada por Posseidon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do respeito de deuses e mortais.

Palas Atena ou Atenéia
Deusa virgem, padroeira das artes domésticas, da sabedoria e da guerra. Palas nasceu já adulta, na ocasião em que Zeus teve uma forte dor de cabeça e mandou que Hefaistos, o deus ferreiro, lhe desse uma machadada na fronte; daí saiu Palas Atena. Sob a proteção dessa deusa floresceu Atenas, em sua época áurea. Dizia-se que ganhou a devoção dos atenienses quando presenteou a humanidade com a oliveira, árvore principal da Grécia.Palas para os gregos e Minerva para os romanos.



 
 Apolo

 Deus do sol e patrono da verdade, da música, da medicina e pai da profecia. Filho de Zeus, fundou o oráculo de Delfos, que dava conselhos aos gregos através da Pitonisa, sacerdotiza de Apolo que entrava em transe devido aos vapores vindos das profundezas da terra. Apolo para os gregos





 
Ártemis

  A Diana dos romanos, era a deusa-virgem da lua, irmã gêmea de Apolo, poderosa caçadora e protetora das cidades, dos animais e das mulheres. Na Ilíada de Homero, desempenhou importante papel na Guerra de Tróia, ao lado dos troianos. Ártemis para os gregos e Diana para os romanos.





Afrodite

Deusa do amor e da beleza, era esposa de Hefaistos e amante de Ares, a quem deu vários filhos (entre eles Fobos = Medo, e Demos = Terror). Afrodite era também mãe de Eros. Afrodite para os gregos e Vênus para os romanos.






Hermes

Filho de Zeus e mensageiro dos mortais, era também protetor dos rebanhos e do gado, dos ladrões, era guardião dos viajantes e protetor dos oradores e escritores. Hermes para os gregos e Mercúrio para os romanos.







 Dionísio

Era o deus do vinho e da fertilidade. Filho de Zeus e uma mortal, foi alvo do ciúme de Hera, que matou sua mãe e transtornou o seu juízo. Assim, Dionísio vagueava pela terra, rodeado de sátiros e mênades. Era o símbolo da vida dissoluta. Dionísio para os gregos e Baco para os romanos.





Ares
O deus guerreiro por excelência. Seu símbolo era o abutre. Seus pais, Zeus e Hera, detestavam-no, mas era protegido por Hades, pois povoava o inferno com as numerosas guerras que provocava. Sua vida estava longe de ser exemplar - foi surpreendido em adultério com Afrodite, esposa de Hefaistos, que os prendeu em fina rede; foi ferido por três vezes por Héracles (Hércules). Era muito respeitado pelos gregos por sua força e temperamento agressivo. Ares para os gregos e Marte para os romanos.



Hefaistos ou Hefesto
Deus ferreiro, do fogo e dos artífices. Filho de Zeus e Hera, foi lançado do Olimpo por sua mãe, desgostosa por ter um filho coxo. Refugiou-se nas profundezas da terra, aprendendo com perfeição o ofício de ferreiro. De suas forjas saíram muitas maravilhas, inclusive a primeira mulher mortal, Pandora, que recebeu vida dos deuses. Construiu no Olimpo um magnífico palácio de bronze para si próprio, e era estimado em Atenas. Para compensá-lo de sua feiúra, seu pai deu-lhe por esposa Afrodite, a deusa da beleza. Era artesão dos raios de Zeus. Hefaistos para os gregos e Vulcano para os romanos.

Além desses deuses, que junto a muitos outros pululavam no Olimpo, havia heróis (filhos de deusas ou deuses com mortais), semideuses, faunos, sátiros e uma infinidade de entidades mitológicas que explicavam por lendas todos os fenômenos da natureza. Entre os heróis mais populares, podemos citar:
Io - amada por Zeus, que a transformou em novilha para escondê-la da ciumenta Hera.
Deucalião e Pirra - únicos sobreviventes do dilúvio que Zeus mandou ao mundo pervertido.
Héracles - ou Hércules, autor dos famosos Doze Trabalhos; era filho de Zeus e da moratal Alcmena.
Édipo - que matou a esfinge e casou-se com sua própria mãe.
Perseu - que matou a Medusa, uma das Górgonas, e libertou a princesa Andrômeda da serpente marinha.
Cadmo - que matou um dragão e no local fundou a cidade de Tebas.
Europa - irmã de Cadmo, foi amada por Zeus que lhe apareceu sob a forma de um touro e, em suas costas, atravessou o mar.
Jasão - chefe dos Argonautas, equipe de heróis - Héracles, Orfeu, Castor e Pólux, e outros - que navegou no navio "Argos" em busca do Velocino de Ouro.
Teseu - que penetrou o labirinto de Creta e matou o Minotauro, acabando por unificar a Ática.
Atalanta - mulher aventurosa que se casou com o ardiloso Hipomenes.
Belerofonte - que matou o monstro Quimera e domou o cavalo alado, Pégaso.
Os heróis de Tróia -Aquiles, Heitor, Ájax, Agaménon, Ulisses - autor da idéia do cavalo de Tróia - e outros.


Pedro Martins

As Górgonas



As três Górgonas, originalmente, tinham rostos muito belos e corpos bem delineados, além de apresentarem graciosas asas douradas arqueadas por sobre os ombros. Essas irmãs, filhas imortais de Fórcis (o "Grisalho", filho do extremo Ocidente) e Ceto (os dois são divindades marinhas), chamavam-se Medusa ("a ladina"), Esteno ("a forte") e Euríale ("a que corre o mundo"). Medusa provocou a ira de Atena ao fazer amor com Poseidon (deus do Mar) em um dos santuários desta. Enfurecida, Atena tornou-a mortal e a transformou, e às suas irmãs, em feias megeras , as "Repugnantes". Tinham a pele escamosa de um lagarto e cobras silvantes por cabelos; sua língua era protuberante, cercada por presas de javali. Medusa era a mais feia e petrificadora das três.


O terrível olhar das Górgonas era tão intenso que transformava os mortais em pedra e por toda a volta da caverna em que viviam podiam-se ver figuras de homens e animais que tinham olhado casualmente para elas e foram petrificados por essa visão. Podemos vê-las nesse sentido, como figuras guardiãs, protetoras das fronteiras dos antigos mistérios primais, guardiãs do limiar. Robert Graves, entre outros, sugere que as sacerdotisas usavam, máscaras de Górgonas para afastarem os não-iniciados. Cabeças de Górgonas, na forma de grotescos entalhes, eram colocadas com freqüência nos muros das cidades gregas para aterrorizarem os inimigos, um exemplo de proteção de fronteiras pelo arquétipo das Górgonas.
As Górgonas viviam juntas no além-mar, na extremidade ocidental do mundo e seu santuário formava fronteira com o reino da Noite. Eram protegidas por suas irmãs mais velhas, as Gréias, que possuíam um único olho e um único dente que compartilhavam, passando-os uma para as outras.
O nome Medusa significa " sabedoria feminina soberana, " em Sanscrito significa Medha, Metis em griego e em egípcio, Met ou Maat.
Medusa foi trazida para a Grécia da Líbia, onde as Amazonas líbias a adoravam como a Deusa Serpente. A Medusa (Metis) correspondia ao aspecto destruidor da Grande Deusa Tríplice Neith também chamada de Anath, Athene ou Athenna na África do Norte e Athana em1400 a.C., em Minos Creta.

A Medusa tinha originalmente o aspecto da deusa Atena da Líbia onde ela era a Deusa Serpente das Amazonas. Seu rosto era oculto e pavoroso. Estava escrito que nada nem ninguém poderia levantar seu véu, e todo aquele que se atravesse a fazê-lo morreria instantâneamente. Foram os gregos que separaram Medusa de Atena e as tornaram inimigas.
Dando continuidade a nossa história..., mesmo após a sua morte, o sangue da Medusa conservou seus poderes e deu vida ao famoso Pégasus, o cavalo alado, obediente à Zeus. O sangue da Medusa é totalmente extraído de seu corpo e utilizado então, mais tarde, transformando Asclépio em um grande curador. Foi exatamente Atena quem deu a Asclépio dois frascos do sangue de Medusa. Venerado como fundador da medicina, Asclépio era habilidoso na cirurgia e no uso de remédios. Ele usou o sangue do lado esquerdo de Medusa para levantar os mortos; o sangue do lado direito provocava morte instantânea. Na verdade, Asclépio preferia trabalhar apenas com a capacidade curativa dos remédios. Mas o fato de o sangue de Medusa poder tanto curar como matar demonstra que a figura da Medusa ou da Górgona não era estritamente negativa e destruidora, tendo em si forças curativas positivas, o que lhe dava equilíbrio.

sangue mágico da Medusa se correlaciona ainda, com um antigo tabu relacionado com a menstruação. Povos primitivos acreditavam que o olhar de uma mulher menstruada poderia converter em pedra um homem. Também era crença popular que o sangue menstrual era fonte de toda a vida mortal e também da morte, pois ambas são inseparáveis.
As Górgonas aladas, cujos cabelos eram serpentes que também cingiam a sua cintura, juntamente com as presas dos javalis, a barba e a língua à mostra, são símbolos urobóricos do poder primordial do Grande Feminino, imagens da Grande Divindade Materna pré-helênica em seu aspecto devorador, como terra, noite e mundo inferior.
A acentuação urobórica masculino-feminina da Górgona não resulta somente da impressão causada pelas presas ferozes, mas também da língua estendida para fora, a qual, em contraste com os lábios femininos, sempre tem um caráter fálico. Na Nova Zelândia, a exibição da língua estendida é sinal de poder e de energia dinâmica. Onde quer que surja o aspecto terrível do Feminino, ele também será a mulher-serpente, a mulher com o falo, a unidade conceber-gerar da vida e da morte. Eis a razão pela quel as Górgonas são dotadas de todos os atributos masculinos: a serpente, as presas do javali, o dente, a língua exposta e, às vezes, até barba.


 POR: Renata Lobo

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O que é mito?,... A Mitologia grega.

Os mitos são histórias de caráter popular ou religioso que têm por objetivo a explicação de coisas complexas, que passavam do entendimento das pessoas comuns na época de seus surgimentos.
Normalmente a mitologia é associada à sociedade de sua fundação, como a mitologia que surgiu na Grécia é denominada Mitologia Grega, sendo essa a mais famosa de todas. Em várias religiões a mitologia está presente de alguma forma. No Neopaganismo, por exemplo, a mitologia é a própria caracterização de sua fé.
Na sociedade atual, a mitologia está fortemente presente. Diversos jogos como Final Fantasy e Ragnarök; filmes e séries de televisão, como Harry Potter e Cavaleiros do Zodíaco possuem suas bases na mitologia.
A mitologia grega é um conjunto de mitos, entidades divinas ou fantásticas e lendas. Tem suas principais fontes na Teogonia, de Hesíodo, na Ilíada e na Odisséia, de Homero, escritas no séc. VIII a.C.
A mais completa e importante fonte de mitos sobre a origem e a história dos deuses é a Teogonia. As histórias de grandes feitos, heróis, grandes combates, etc., são narrativas descritas por Homero, a exemplo da Guerra de Tróia.
Há uma divisão na categoria de deuses: deuses mais poderosos e deuses do Olimpo, este por sua vez se divide em várias classes. Dentre as classes dos deuses, está a classe A superior encabeçada por Zeus (governante de todos os deuses).
Numa classe inferior está Hades (irmão de Zeus e deus dos infernos). Mas os heróis, seres mortais em sua maioria, têm tanta importância quanto os deuses na mitologia grega, um dos mais conhecidos é Hércules (em grego Héracles).
Tais mitos tão antigos, hoje geram diversão e conhecimento, através de filmes onde são narradas as lendas, os mitos, os feitos dos grandes heróis, etc.

por: Yasmim

O mito de Zeus, o Deus dos Deuses


Narra Hesíodo que, no princípio, havia apenas quatro seres divinos Caos (o vazio primitivo), Gaia (Terra) de amplos seios, Tártaro (a escuridão) e Eros (o desejo amoroso), o mais belo entre os deuses imortais, presente em todas as gerações, pois ele é Amor, fundamento de todas as uniões. Caos gerou Êrebo (a escuridão das profundezas) e Noite (a escuridão da terra). Noite, por sua vez, pariu Tânato (a morte), Hipno (o sono), as Sortes (três), Éter e Dia.
Gaia
Gaia gerou um ser capaz de cobri-la inteiramente: Urano (céu). Também colocou no mundo as Montanhas (morada das Ninfas), e Ponto (a água primordial). Unida a Urano, Gaia deu origem aos deuses Titãs como Oceano (agua doce) e Cronos (tempo) o mais jovem deles, que nutriu intenso ódio por seu pai. Gerou também os violentos Ciclopes (que tinham só um olho), Trovão, Relâmpago, Arges, Mnemósine (a memória) e os hecatonquiros Briareu, Cotos e Giges – criaturas enormes, das quais saiam cem braços sem forma, assim como cinqüenta cabeças presas sobre o ombro.

Hesíodo também relaciona os descendentes de Oceano: os rios e fontes, as ninfas da terra firme, Métis (sabedoria) e Hélio (sol). Os descendentes de Ponto: Nereu, o mais antigo deus do mar, pai das nereidas e Fórcis, que gerou monstros como as Górgonas, Equidna (tronco de mulher e cauda de serpente) e a Esfinge.

O poeta para finalizar a ordenação da Terra, narra o mito de Cronos. Um dia, quando seu pai Urano veio se estender sobre Gaia, Cronos saiu de seu esconderijo, e com uma foice de dentes agudos castra o pai e lança ao mar o membro cortado que ejacula uma última vez. Da espuma nasce Afrodite, a deusa da beleza e do amor. Urano deixa a Cronos uma maldição: que ele teria um filho que o destruiria.

Cronos liberta os titãs presos pelo pai e os domina tornando-se detentor máximo do poder. Une-se a Réia, sua irmã (monogamia não era regra), mas os filhos gerados por ela, devido à maldição de Urano, são engolidos por Cronos.

Quando Réia estava grávida de seu sexto filho, pede a sua mãe Gaia (Terra), que lhe ajude a salvá-lo. Quando este nasce, Gaia o envia à ilha de Creta para protegê-lo do pai.  Envolve uma grande pedra com os panos do recém-nascido, e entrega a Cronos que sem suspeitar do ardil devora a pedra e acredita que se livrou do sexto filho. Entretanto, Zeus, continua vivo, protegido e seguro. Ele cresceu na ilha de Creta, rodeado pelas ninfas. Um dia, uma delas, Almatea, lhe revelou que seu pai era Cronos, e que havia devorado seus irmãos. Metis (a prudência) lhe ensinou com resgatá-los do ventre de Cronos usando um néctar mágico.

Zeus entrega ao pai uma taça com o néctar, ao bebê-lo Cronos regurgita a pedra e os irmãos (já adultos) que engolira. A pedra é cravada em Delfos ao pé do monte Parnaso. Comandando os irmãos (Héstia, Deméter, Hera, Hades e Posídon) e os tios Ciclopes, Zeus luta contra Cronos e seus aliados, os Titãs. Vence o pai e o acorrenta no Tártaro, uma região habitada por monstros e guardada pelos hecatonquiros.

Zeus, então, possuiu Gaia (Terra), que gera Tifeu (os ventos), abominável divindade de cem cabeças de serpente que expelia fogo da boca e dos olhos e possuidor de uma força descomunal. Incitado por Gaia, Tifeu desafia Zeus para um combate. O monstro joga pedras em Zeus, que contra-ataca com uma chuva de raios nas pedras, que retornaram a Tifeu, nocauteando-o. Zeus também o aprisiona no Tártaro.

Assim, é estabelecida a ordenação do mundo segundo a vontade de Zeus que passa a reinar absoluto na montanha mais alta do mundo, o monte Olimpo. Distinguiu os deuses imortais dos homens mortais (mito de Prometeu). Distribuiu as honras da vitória entre seus irmãos e aliados: Posêidon tornou-se deus dos oceanos; Hades deus do mundo inferior, ou seja, dos mortos. Héstia tornou-se deusa dos laços familiares, Deméter deusa da agricultura e Hera ficou com reino do Olimpo, pois se casou com Zeus. Entretanto, ele era muito namorador e uniu-se a deusas imortais e mulheres mortais que geraram deuses e semideuses; como Atena, filha de Zeus e Metis, que ao nascer, surgiu da cabeça de Zeus.


Por: Yasmim

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Literatura grega

Chama-se literatura grega o conjunto de escritos produzidos na área de influência da cultura grega, muito embora alguns não tenham sido escritos em nenhum dos dialetos gregos.
A Grécia tem uma rica e notável tradição literária com mais de 2800 anos de existência e com influências em várias épocas e culturas. A época clássica da sua literatura é a mais comumente lembrada. Ela tem início em 800 A.C. e estendeu sua influência até o início de período bizantino, a partir dali, o cristianismo influenciou um novo desenvolvimento dos escritos gregos. Muitos dos elementos da velha tradição estão reflectidos na literatura grega morderna, inclusive nas obras de dois ganhadores do Nobel: Odysseus Elytis e Giógos Seféris.

Fontes literárias
A narração mítica desempenhou um papel importante em quase todos os gêneros da literatura grega. No entanto, o único manual mitográfico que sobreviveu da Grécia Antiga foi a famosa Biblioteca mitologica, do escritor denominado Pseudo-Apolodoro, que tenta conciliar os contos contraditórios dos poetas e fornece um resumo da mitologia grega e suas lendas históricas. O verdadeiro Apolodoro viveu entre c. 180-120 a.C, escreveu sobre muitos destes temas e seus escritos podem ter formado a base para a coleção dessa obra, porém a Biblioteca aborda eventos que ocorreram muito tempo após sua morte, daí o nome Pseudo-Apolodoro.
 
Entre as fontes literárias da primeira era, destacam-se os dois poemas epícos de Homero-Ilíada e Odisséia. Completando esse ciclo épico, temos escritas de poetas cujos documentos foram perdidos ao longo do tempo. Apesar da sua denominação tradicional, os Hinos homerícos, hinos em coral da primeira fase da então-denominada poesia lírica, não possuem relação alguma com Homero. Hesiodo, possível contemporâneo de Homero, produziu Teogomia , o documento mais recente sobre mitos gregos, que elabora uma geneologia dos deuses e explica a origem dos Titãs e dos gigantes. Os trabalhos e os dias, também de Hesíodo, é um poema didático sobre a vida da agricultura que apresenta os mitos de Pandora e da Era dos Homens. O poeta dá conselhos sobre a melhor maneira de ter sucesso em um mundo perigoso tornado ainda mais arriscado por esses deuses. Os Trabalhos e os Dias também apresenta o mito de Prometeu, que, mais tarde, constituiu na base de uma trilogia de tragédias, possivelmente iniciada por Ésquilo, que são: Prometeu Acorrentado, Prometeu Desacorrentado e Prometeu, o Condutor do Fogo.

Adrielli Barreto
 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mitologia Grega

palavra "mito" significa  qualquer narrativa sacra e tradicional, seja verdadeira ou falsa. O sufixo "-logia", derivado do radical grego "logos", representa um estudo sobre um assunto em particular. Com a junção dos  termos, "mitologia grega" seria o estudo dos mitos gregos, ou seja, os que fazem parte da cultura da Grécia.

A mitologia grega era responsável por narrar o mito dos gregos antigos e sua relação com os povos, também são considerados como meras ficções alegóricas, ou seja, sua expressão transmite um ou mais sentidos. Se entendendo a mitologia grega é o mesmo que compreender a sociedade grega antiga e seu comportamento. O mito grego explica a origem, e suas variações, do mundo e os pormenores das vidas e aventuras deuses, deusas, heróis, heroínas e outras criaturas mitológicas. 


Esses mitos foram expressos no que constitui a literatura grega e foram representados pelas artes, como a pintura da Grécia Antiga e a pintura vermelha em cerâmica grega. Essa literatura abrange as mais conhecidas fontes literárias da Grécia Antiga: os poemas épicos Ilíada e Odisséia feitos por Homero e também a Teogonia e Os Trabalhos e os Dias, ambos produzidos por Hesíodo. Mas, também encontram-se preservados em outros locais.

A principal fonte para a pesquisa de detalhes sobre a mitologia grega são as evidências arqueológicas que descobrem e descobriram decorações e outros artefatos, como desenhos geométricos em cerâmica, datados do século VIII a.C.
A mitologia grega tem exercido uma grande influência na cultura, nas artes e na literatura da civilização ocidental e permanece como parte da herança e da linguagem do Ocidente. Seu patrimônio também influi na ciência, como os nomes dados aos planetas do Sistema Solar e em estudos teóricos, acadêmicos, psicanalíticos, antropológicos e muitos outros.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga foram:

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

Os principais deuses gregos da mitologia: 

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares 
Hades - deus das almas dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Ártemis - deusa da caça e da vida selvagem.
Ares - divindade da guerra.
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas.
Cronos - deus da agricultura que também simbolizava o tempo
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefesto - divindade do fogo e do trabalho.



Por: Victória Martins