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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

DISCÓBOLO


O Discóbolo é uma estátua do escultor grego Míron, que representa um atleta momentos antes de lançar um disco. Provavelmente seja a estátua de desportista em ação mais famosa do mundo.
Segundo nos dizem Plínio, o Velho e Luciano de Samósata, o original fora produzido em bronze em torno de 455 a.C para ser instalado em um palácio de Atenas, possivelmente criado para comemorar um atleta vitorioso no antigo pentatlo, mas a obra acabou se perdendo ao longo do tempo. A composição no entanto sobrevive em diversas cópias romanas, todas com variações entre si, o que deixa algumas dúvidas sobre a conformação exata do original.
Estilisticamente o Discóbolo ilustra a transição do Estilo Severo para o Estilo Clássico. A descrição anatômica tem um caráter mais naturalista do que a idealização praticada pelos seus antecessores imediatos, e apesar de dinâmica, é mais ou menos confinada dentro do plano frontal, à maneira de um alto-relevo. A vanguarda da escultura grega logo após Míron se tornou celebrada por dar a verdadeira independência tridimensional à escultura, criando obras igualmente eficientes em todos os ângulos. Essas características, se lhe dão um caráter transicional, não lhe retiram mérito próprio como obra perfeitamente acabada sob todos os aspectos, quando analisada no contexto de seu próprio momento histórico e cultural. Sob outro ponto de vista, Míron foi um pioneiro justamente pela introdução de uma abordagem anatômica e cinesiológica mais próxima do natural, e por ter conseguido sintetizar em arte um ideal de beleza física, de equilíbrio dinâmico e de harmonia entre mente e corpo, antecipando em muitos aspectos a produção de Fídias e Policleto. Na representação de atletas, a composição de Míron foi uma completa novidade. Nas palavras de Arnold Hauser, o Discóbolo representa o primeiro momento, desde as pinturas do Paleolítico, em que
"... o valor do 'movimento iminente' é plenamente reconhecido; aqui inicia a história do ilusionismo europeu, e onde encerra a história dos arranjos informativos e conceituais baseados em 'aspectos fundamentais' do sujeito. Em outras palavras, foi atingido o estágio no qual nenhuma beleza formal, por mais bem composta, por melhor em efeito decorativo que seja, justifica uma quebra nas leis da experiência sensível. As conquistas do naturalismo já não são incorporadas em um sistema de tradições imutáveis e aceitas somente dentro desses limites; a representação tem que ser correta a todo custo, e se a correção na representação é incompatível com a tradição, a tradição deve ser abandonada".
A questão do ilusionismo como recurso artístico, que se tornou tão cara aos gregos clássicos, fica mais evidente quando sabemos que, de acordo com os estudos atuais, embora o Discóbolo tenha enorme qualidade como obra de arte e tenha se tornado um modelo na representação do movimento do corpo humano, não representa o movimento real que o atleta faz no ato de lançar o disco.
A quantidade de cópias conhecidas indica que a obra foi muito popular na Roma Antiga. Quintiliano, em sua Institutio Oratoria, traçou um paralelo entre a postura do Discóbolo e o recurso retórico da antítese. As cópias, então realizadas geralmente em mármore, por causa das especificidades do material precisavam incorporar alguma base de apoio maior para o peso da pedra na forma de troncos de árvore ou rochas, o que retira muito do impacto e elegância da composição original em bronze de Miron, que se mantinha somente com suas próprias pernas graças à maior resistência do metal. Devemos lembrar também que nenhuma das cópias conservou indicação de como a estátua original era colorida, um costume comum entre os gregos que devia acrescentar às esculturas muita vivacidade e naturalismo. Além disso, das cópias que chegaram aos nossos dias somente uma, em bronze, em tamanho menor que o original, está completa; todas as outras apresentam danos mais ou menos extensos.
O Discóbolo só foi identificado em tempos modernos quando uma cópia em estado relativamente completo foi encontrada em 1781 na Villa Palombara, em Roma, pertencente à família Massimo. Restaurada por Angelini, foi instalada no Palazzo Massimo, e então no Palazzo Lancelotti, tornando-se imediatamente estimadíssima pelos neoclássicos dos séculos XVIII e XIX, que a viram como a representação suprema do movimento corpóreo. Antes desta descoberta, que veio a ser nomeada como cópia Palombara ou Lancelotti, outros fragmentos de cópias do Discóbolo não haviam sido reconhecidos, e por isso alguns exemplares acabaram sendo reintegrados em ilustração de outros motivos, como um torso recomposto como um gladiador ferido, e outro recomposto duas vezes, primeiro como Endimião, e depois como um dos Nióbidas. A cópia Townley do Museu Britânico foi restaurada com uma cabeça que originalmente não pertencia à mesma estátua, daí sua posição marcadamente diferente das outras, olhando para baixo, enquanto que segundo a descrição de Luciano o original olhava para trás. Entretanto, a cópia Townley se tornou influente, e outras cópias foram feitas a partir dela. Ao longo do século XIX cópias novas do Discóbolo ingressaram na maioria das grandes coleções de escultura da Europa e América e foram usadas como modelos para os estudantes de escultura, pintura e desenho.
No fim do século XIX constantes referências à iconografia clássica circulavam também entre os esportistas. O Discóbolo e outras estátuas famosas, como o Apoxiômenos de Praxíteles, e o Gálata moribundo, da escola helenística, tinham suas posturas imitadas pelos adeptos da prática do nascente bodybuilding, fundando um repertório de exercícios que levaram à criação da primeira competição desta modalidade esportiva, realizada em Londres em 1901. Treinadores do início do século XX, como Saldo Monte, Diana Watts e Charles Atlas, propuseram a sua postura como um exercício para aperfeiçoamento das qualidades de graça e desenvolvimento muscular equilibrado. Durante o Nazismo a tradição clássica foi identificada como um modelo para o desenvolvimento da nação e do povo alemão. Fascinado pela arte grega, Adolf Hitler comprou a cópia Lancelotti em 1938 por cinco milhões de liras, enviando-a para a Gliptoteca de Munique. Em 1948 foi devolvida à Itália.
A influência do Discóbolo sobre a cultura, em especial do ocidente, ainda é grande nos dias de hoje. É uma das imagens mais publicadas na literatura sobre esportes, educação física e fisiculturismo, um dos mais conhecidos ícones da atual cultura do corpo. Fisiculturistas ainda regularmente incluem a pose do Discóbolo em suas exibições, também um ícone popular na tradição da fotografia do corpo masculino.

Fonte: Wikipédia                                                             Aissa Bagano

Biblioteca de Alexandria, todo o saber do homem.

Por aproximadamente sete séculos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência que existiu na antiguidade. Ela não contentou-se em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, mas por igual tornou-se uma fonte de instigação a que os homens de ciência e de letras desbravassem o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um notável legado para o desenvolvimento geral da humanidade.
 Não é de se admirar, pois, que  a Alexandria tenha se tornado um porto seguro para os intelectuais e que, por mais de meio milênio, tantas das conquistas acadêmico-culturais antigas tenham emanado da cidade. Quase que sem exceção, os grandes matemáticos da Antiguidade dessa época  foram professores ou alunos da Universidade de Alexandria. 
Para qualquer intelectual grego ser convidado para o cargo de bibliotecário-chefe em Alexandria era atingir o Olimpo. Cercado por milhares de manuscritos, quase tudo o que a sabedoria antiga produzira sobre matemáticas, astronomia, mecânica e medicina, ele sentia-se como se fosse um Zeus todo-poderoso controlando as letras, os números e as artes. Conviver com rolos e mais rolos, bem organizados e classificados por assuntos, dos escritos de Platão, de Aristóteles, de Zenão, de Euclides, de Homero, de Demóstenes, de Isócrates, de Xenofonte, de Píndaro, de Tucidides, de Safo, e de tantos outros, era um deleite permanente.
Em seus primeiros três séculos, da fundação da biblioteca à chegada de César, disseram que as estantes, partindo dos 200 rolos iniciais do tempo de Filadelfo, chegaram a acomodar mais de 700 mil textos em volumes diversos, mas que, infelizmente, parte deles perdeu-se num incêndio acidental quando César por lá esteve. Seja como for, parece ter sido a intenção de Marco Antônio, ressarcir as perdas sofridas com o incêndio de 48 a.C., doando para a biblioteca de Alexandria, no ano de 41 a.C., outros 200 mil pergaminhos e livros retirados por ele da biblioteca de Pérgamo, rival da de Alexandria.  Ao desaparecimento definitivo dela deve-se ainda associar ao fechamento das academias de filosofia, entre elas a de Platão, ocorrida em 526 (que funcionara durante novecentos anos), determinada pelo imperador Justiniano, encerrando-se assim (devido a maneira lamentável e intolerante de agir do cristianismo daqueles primeiros tempos), as grande contribuições que o mundo antigo deu para a humanidade.

A boa nova que nos chegou do Oriente Médio, região tão rara em produzir noticias felizes, é o da inauguração da Nova Biblioteca de Alexandria, acontecido em outubro de 2002, um colossal empreendimento que visa recuperar a imagem da cidade como um centro de sabedoria, posição que perdeu há bem mais de 1500 anos . Que os espíritos dos grandes do passado inspirem os que virão no futuro nesta grandiosa tarefa. 





 Iago Azevedo,  Melissa Queiroz e Renata Lobo.



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PARTENON




Esse templo chamado partenon foi dedicado a deusa grega Atena, construído no século V a.C. na acrópole de Atenas, Grécia. Suas esculturas decorativas são consideradas um dos pontos altos da arte grega. O paternon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo. É um templo dórico com elementos arquitetônicos jônicos.
O paternon foi esculpido em marfim e ouro por fídias e seu epíteto parthenos (em grego παρθένος, "virgem") refere-se ao estado virginal e solteiro da Deusa. O Partenon foi construído para substituir um antigo templo destruído por uma invasão dos persas em 480 a.C.. Como muitos templos gregos, servia como tesouraria, onde se guardavam as reservas de moeda e metais preciosos da cidade e também da Liga de Delos, que se tornaria mais tarde o Império ateniense.
O Partenon de Atenas é, basicamente, um templo de estilo dórico, no exterior, com detalhes, ornamentos e algumas colunas de estilo jônico no interior. Localiza-se no ponto mais alto da acrópole de Atenas. Além das colunas externas dóricas, havia colunas dóricas também em volta da estátua cultual. Em volta do cômodo dos fundos, onde era mantido o tesouro da deusa, as colunas eram jônicas. Vários outros "refinamentos" arquitetônicos foram utilizados para que, à distância, o templo oferecesse a perfeita ilusão de simetria e harmônica estabilidade. 


Parhenon

                              
    O Parthernon de Atenas
O mais emblemático dos templos da acrópole, dedicado a deusa Atena. Ictino e Calícrates, arquitetos; Fídias, escultor e diretor da obra.
É basicamente, um templo de estilo dórico, no exterior, com detalhes, ornamentados e algumas colunas de estilo jonico no interior.Localiza-se no ponto mais alto da acrópole de Atenas, tem cerca de 13400 pedras,e foi construído com mármore pentélico.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

?


O que está errado com o mundo mamãe?
Acho que o mundo todo viciou-se no drama, apenas atraído a coisas que trazem trauma.
Maldade é o que você demonstra. E é exatamente assim que a raiva funciona e opera.
Cara, você tem que ter amor para endireitar-se.
Pessoas matando, pessoas morrendo. Crianças feridas, e você escuta elas chorando.
Você consegue praticar o que você prega e dar a outra face?
Se o amor e paz são tão fortes, porque há partes do amor que não pertencem? 
Países jogando bombas. Gases químicos enchendo os pulmões de crianças pequenas. Com sofrimento contínuo enquanto a juventude morre cedo
Então pergunte a si mesmo: O amor realmente se foi?
Então eu poderei perguntar pra mim mesmo: O que realmente está acontecendo de errado?
Nesse mundo que vivemos, pessoas vivem cedendo, tomando decisões erradas, apenas visando seus dividendos.
Sem respeitar um ao outro.
Negando seu irmão.
Uma guerra está acontecendo, mas a razão está escondida.
A verdade é mantida em segredo, varrida para debaixo do tapete.
Se você não conhece a verdade,então não conhece o amor. 
Eu sinto o peso do mundo nos meus ombros.
Enquanto envelheço, todos vocês, pessoas ficam mais frias.
A maioria de nós só nos preocupamos em ganhar dinheiro.
O egoísmo está nos guiando para a direção errada.
Informações erradas sempre mostradas pela mídia.
Imagens negativas são o critério principal.
Infectando as mentes jovens mais rápido do que bactéria.
As crianças querem agir como elas vêem no cinema.
E aí, o que seja que tenha acontecido com os valores de humanidade, o que seja que tenha acontecido com a justiça na igualdade.
Ao invés de espalharmos amor estamos espalhando desânimo.
Falta de conhecimento deixando vidas longe de uma unidade.
É por isso que as vezes eu me sinto pra baixo.
É por isso que as vezes eu me sinto pra mal.
Eu não teria por que ficar me sentindo pra baixo.
Tenho que manter minha esperança viva até que o amor seja encontrado.
Então pergunte a si mesmo:
Onde está o amor?

Renata Lobo

Sem mais sofrimento.


Você está perdido em suas mentiras?
Você diz para si mesmo que eu não percebo que a sua campanha é um disfarce?
Substituindo liberdade pelo medo.
Você troca dinheiro por vidas.
Eu estou ciente do que você faz.
Não, sem mais sofrimento.
Eu paguei por seus erros.
Seu tempo é emprestado.
Seu tempo tem vindo a ser substituído.
Eu vejo dor, eu vejo necessidade. Eu vejo mentirosos e ladrões abusando do poder com ganância.
Eu tive esperanças, eu acreditei, mas estou começando a pensar que fui enganado.
Você pagará pelo que fez!
Ladrões e hipócritas.
Ladrões e hipócritas.
Ladrões e hipócritas.
Chegou a hora de ser substituído.
Chegou a hora de ser esquecido.

No More Sorrow - Linkin Park

Renata Lobo

CARRY ON !

Renata Lobo