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sexta-feira, 3 de junho de 2011

ARTE EGÍPCIA


                                                             ESCULTURA

Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.
Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições. Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.
                                                           
                                                               PINTURA

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.
Suas características gerais são:
* ausência de três dimensões;
* ignorância da profundidade;
* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
* Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.

Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita:
Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes;

                                                            
                                                               ARQUITETURA 
 

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

As características gerais da arquitetura egípcia são:
* solidez e durabilidade;
* sentimento de eternidade; e
* aspecto misterioso e impenetrável.

As pirâmides tinham base quandrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.

Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.
Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos. Divididos em três categorias:
Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó;
Mastaba - túmulo para a nobreza; e
Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.

Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:
Palmiforme - flores de palmeira;
Papiriforme - flores de papiro; e
Lotiforme - flor de lótus. 


Por:Mylena Souza.

                   

A criação , segundo os babilônios


Os babilônios acreditavam que o início da criação do universo a partir dos dois primeiros deuses : Apsu , que representava as águas abaixo da terra , e Tiamat que era a personificação do mar . Esses deuses estavam confundidos em um só e originaram quatro gerações de outros deuses : Lahmu , Lahamu , Anshar e Kishar . Estes últimos criaram Anu , o deus do céu, e Ea que era o deus da sabedoria . Mas , esses deuses se tornaram muito barulhentos , revoltando Apsu que tenta matá-los. Ea se antecipa e mata Apsu. Essa ação perturba Tiamat que, enraivada, cria uma tropa de monstros assustadores . Ela criou uma serpente com chifres, um dragão , um herói , um demônio , um cão furioso , um homem-escorpião , um homem-peixe e um homem-louro .

O principal entre os seus monstros é Quingu, a quem ela confere a liderança de seu exército. A deusa o coloca em um trono e lhe entrega a Tábua dos Destinos. Enquanto isso os deuses estão discutindo como poderão derrotar Tiamat e seus monstros. Esse é o momento da entrada de Marduk , que prometeu enfrentar Tiamat , com a condição de que lhe fosse concedido o poder de deus supremo . Os deuses da assembléia acataram a condição de Marduk e o prepararam para a guerra. Marduk parte à procura de Tiamat mas, ao encontrá-la , seus guerreiros recuam e ele não consegue decidir o que fazer.Tiamat ri com desprezo e a coragem de Marduk retorna. Desafia, então, Tiamat para um combate entre os dois .

Face a face eles vieram com a prudência dos deuses. Entraram em combate, se aproximando para a batalha. Marduk atirou uma flecha que perfurou a barriga de Tiamat, Dividiu-a ao meio e também fendeu seu coração , derrotando-a e extinguindo sua vida. Atirou o corpo de Tiamat por terra e postou-se sobre seu corpo .


Os deuses que formavam parte do terrível exército de Tiamat entraram em pânico e tentaram fugir, mas foram capturado por Marduk e colocados na sua rede, onde curvaram-se de vergonha . Em seguida, Marduk cortou Tiamat pela metade " como um peixe que seria posto para secar"; * com metade de Tiamat, Marduk criou o firmamento do céu e com a outra metade, construiu a terra que mantém afastadas as águas subterrâneas . Sobre essa terra construiu o grande templo , onde fundou centros de culto para Anu, Enlil e Ea. A seguir, Marduk continua a organização de todo o universo : dando nomes aos meses do ano, dedicando a cada um deles três estrelas, montando locais para os grandes deuses, fazendo aparecer a lua crescente e denominando-a como a " jóia da noite para marcar o final dos dias ". * Da saliva de Tiamat, fez nuvens, ventos e a chuva; de seu veneno, criou um nevoeiro e com os seus olhos, abriu os rios Tigre e Eufrates.


03/06/2011


Tiamat



Marduk - deus da Babilônia





- Esta citação está presente no '' Poema de Criação '' , feito pelos babilônios para explicar como tudo começou . Assim como os gregos , os babilônios desenvolvem personagens próprios e conflitos autênticos .
- Destaquei duas partes , as quais me chamaram mais a atenção : " Marduk parte à procura de Tiamat mas, ao encontrá-la , seus guerreiros recuam e ele não consegue decidir o que fazer ." " Tiamat ri com desprezo e a coragem de Marduk retorna. Desafia, então, Tiamat para um combate entre os dois . "
Nesta primeira , podemos perceber o uso de uma linguagem bastante usada em mitos para promover a tensão do leitor .
Na segunda é a parte mais intensa do conflito , o clímax .


* , representa citações retiradas e não modificadas , do '' Poema de Criação Babilônico ''.






Por : Iago Azevedo

Crescente Fértil

A região do planeta onde surgiram as primeiras civilizações é chamada de Crescente Fértil. Região que englobava a Mesopotâmia, uma faixa de terra junto ao Mar Mediterrâneo e o nordeste da África. Ficou conhecida por esse nome porque seu traçado forma um semicírculo que lembra a Lua no quarto crescente e também pela presença de grandes rios, cujos vales apresentavam solos férteis propícios para a prática da agricultura.
Na antiguidade, existiam na região várias áreas férteis, que propiciaram a fixação de povos nômades e impulsionaram a agricultura baseada na irrigação, principalmente na região do Egito e da Mesopotâmia.
Foi nesses vales – o Crescente Fértil, junto aos rios Nilo, Tigre e Eufrates – que se desenvolveram as grandes civilizações da Antiguidade Oriental: egípcia, babilônica, persa, fenícia, assíria etc. Os homens dessas civilizações – as mais antigas que conhecemos – aprenderam a controlar o excesso e a falta de água, a drenar os pântanos e a construir sistemas de irrigação. 

Muitas das áreas férteis, depois de séculos de exploração, desapareceram e deram lugar a vastos desertos. Atualmente, na região do Crescente Fértil situa-se parcial ou totalmente Egito, Israel, Líbano, Jordânia, Síria, Turquia e Iraque. 
Representação do Crescente Fértil - desenvolvido por Juliana M. Rocha, em atividade proposta por Laís Viena, professora de História-


Por: Juliana Machado Rocha



                     
Por : Taíse Dourado

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Fenícios

A seta em vermelho, indica a localização da Fenícia.

A civilização fenícia desenvolveu-se na Fenícia, território do atual Líbano. Os fenícios eram povos de origem semita. Por volta de 3000 a.C., estabeleceram-se numa estreita faixa de terra com cerca de 35 km de largura, situada entre as montanhas do Líbano e o mar Mediterrâneo. Com 200 km de extensão, corresponde a maior parte do litoral do atual Líbano e uma pequena parte da Síria. Por habitarem uma região montanhosa e com poucas terras férteis, os fenícios dedicaram-se à pesca e ao comércio marítimo. As cidades fenícias que mais se desenvolveram na antiguidade foram Biblos, Tiro e Sidon.  

- As cidades fenícias

 

Tiro - uma das principais cidades da Fenícia-

A Fenícia era, na verdade, um conjunto de Cidades-Estado, independentes entre si. Algumas adotavam a Monarquia Hereditária; outras eram governadas por um Conselho de Anciãos. As cidades fenícias disputavam entre si e com outros povos, o controle das principais rotas do comércio marítimo.

 

  

 

- Economia

 


Relevo de um barco fenício
A principal atividade econômica dos fenícios era o comércio. Em razão dos negócios comerciais, os fenícios desenvolveram técnicas de navegação marítima, tornando-se os maiores navegadores da Antiguidade. Desse modo, comerciavam com grande número de povos e em vários lugares do Mediterrâneo, guardando em segredo as rotas marítimas que descobriam. Considerável parte dos produtos comercializados pelos fenícios provinha de suas oficinas artesanais, que dedicavam à metalurgia (armas de bronze e de ferro, jóias de ouro e de prata, estátuas religiosas). À fabricação de vidros coloridos e à produção de tintura de tecidos (merecem destaque os tecidos de púrpura). Por sua vez, importavam de várias regiões produtos como metais, essências aromáticas, pedras preciosas, cavalos e cereais. Tiro era a principal cidade que se dedicava ao comércio de escravos, adquirindo prisioneiros de guerra e vendendo-os aos soberanos do Oriente próximo. Expandindo suas atividades comerciais, os fenícios fundaram diversas colônias que, a princípio, serviam de bases mercantis. Encontramos colônias fenícias em lugares como Chipre, Sicília, Sardenha e sul da Espanha. No norte da África, os fenícios fundaram a importante colônia de Cartago. 

- O alfabeto, uma criação fenícia

 


O que levou os fenícios a criarem o alfabeto foi justamente a necessidade de controlar e facilitar o comércio. O alfabeto fenício possuía 22 letras, apenas consoantes, e era, portanto, muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica. O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao alfabeto latino, que, por sua vez, gerou o alfabeto atualmente utilizado no Brasil.


- Os fenícios e a religião

 


A religião dos fenícios era politeísta e antropomórfica. Os fenícios conservaram os antigos deuses tradicionais dos povos semitas: as divindades terrestres e celestes, comuns a todos os povos da Ásia antiga.

Cada cidade tinha seu deus, Baal (senhor), associado muitas vezes a uma entidade feminina - Baalit. O Baal de Sidon era Eshmun (deus da saúde). Biblos adorava Adônis (deus da vegetação), cujo culto se associava ao de Ashtart (a caldéia Ihstar; a grega Astartéia), deusa dos bens terrestres, do amor e da primavera, da fecundidade e da alegria. Em Tiro rendia-se culto a Melcart e Tanit.

Para aplacar a ira dos deuses sacrificavam-se animais. E, às vezes, realizavam-se terríveis sacrifícios humanos. Queimavam-se, inclusive, os próprios filhos. Em algumas ocasiões, 200 recém-nascidos foram lançados, ao mesmo tempo, ao fogo - enquanto as mães assistiam, impassíveis, ao sacrifício. 


Por: Juliana M. Rocha





quarta-feira, 1 de junho de 2011

Babilônia

   Por volta de 1900 a.C., um novo processo de invasão territorial dizimou a dominação dos sumérios e acádios na região mesopotâmica. Dessa vez, os amoritas, povo oriundo da região sul do deserto árabe, fundaram uma nova civilização que tinha a Babilônia como sua cidade principal. Somente no século XVIII o rei babilônico Hamurábi conseguiu pacificar a região e instituir o Primeiro Império Babilônico.
   Sob o seu comando, a cidade da Babilônia se transformou em um dos mais prósperos e importantes centros urbanos de toda a Antiguidade. Tal importância pode até mesmo ser conferida na Bíblia, onde ocorre uma longa menção ao zigurate de Babel, construído em homenagem ao deus Marduk. De fato, são várias as construções, estátuas e obras que nos remetem aos tempos áureos desta civilização.
   Além de promover a unificação dos territórios mesopotâmicos, o rei Hamurábi também foi imprescindível na elaboração do mais antigo código de leis escrito do mundo. O chamado Código de Hamurábi era conhecido por seus vários artigos que tratavam de crimes domésticos, comerciais, o direito de herança, falsas acusações e preservação das propriedades.
    A inspiração necessária para que esse conjunto de leis escritas fosse elaborado repousa na antiga Lei de Talião, que privilegia o princípio do “olho por olho, dente por dente”. Apesar desta influência, as distinções presentes na sociedade babilônica também eram levadas em consideração. Com isso, o rigor das punições dirigidas a um escravo não era o mesmo imposto a um comerciante.
  Mesmo promovendo tantas conquistas e construindo um Estado bastante organizado, os babilônicos não conseguiram resistir a uma onda de invasões que aconteceu após o governo de Hamurábi. Ao mesmo tempo em que os hititas e cassitas tomavam parcelas do domínio babilônico, outras revoltas que se desenvolviam internamente acabaram abrindo espaço para a hegemonia dos reinos rivais.
     Entre os anos de 1300 e 600 a.C., os mesopotâmicos assistiram a dominação assíria, marcada pela violência de sua poderosa engrenagem militar. Por volta de 612 a.C., a sublevação dos povos dominados e a ação invasora dos amoritas e caldeus instituíram o fim do Império Assírio e a organização do Segundo Império Babilônico, também conhecido como Império Neobabilônico.
     Nesse novo contexto, podemos destacar a ação do Imperador Nabucodonosor, que reinou entre os anos de 612 e 539 a.C.. Durante o seu governo, a civilização babilônica vivenciou o auge do desenvolvimento arquitetônico, representado pela construção das muralhas que protegiam a cidade, os luxuosos palácios e os Jardins Suspensos da Babilônia, admirado como uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
     O regime de Nabucodonosor também ficou conhecido pelo estabelecimento de novas conquistas territoriais, entre as quais se destacam a região sul da Palestina e as fronteiras setentrionais do Egito. Após este governo, os domínios babilônicos foram paulatinamente conquistados pelos persas, que eram comandados pela batuta política e militar do rei Ciro I.

Mapa da Babilônia


Torre de Babel


  
   Segundo o Antigo Testamento (Gênesis 11,1-9), torre construída na Babilônia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. A decisão era fazê-la tão alta que alcançasse o céu. Esta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra. 
    Este mito é, provavelmente, inspirado na torre do templo de Marduk, nome cuja forma em hebraico é Babel ou Bavel e significa "porta de Deus". Hoje, entende-se esta história como uma tentativa dos povos antigos de explicarem a diversidade de idiomas. No entanto, ainda restam no sul da antiga Mesopotâmia, ruínas de torres que se ajustam perfeitamente à torre de Babel descrita pela Bíblia.

                                                  
 O código de Hamurabi



    Sua importância histórica maior reside no fato de ser o documento legal melhor preservado que reflete a estrutura social da Babilônia comandada por Hamurabi.

Jardins Suspensos







                    01/06/2011     21:26   



                                            Por : Taíse Dourado




Esfinge de Gizé


A Grande Esfinge de Gizé, Egito

A Grande Esfinge de Gizé é uma enorme esfinge (estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana) situada no norte do Egito no planalto de Guizé na margem oeste do rio Nilo, nas cercanias da actual metrópole do Cairo. A grande esfinge é uma das maiores estátuas lavradas numa única pedra em todo o planeta e foi construída pelo antigos egípcios no terceiro milênio a.C.. Porém, existe um grupo de pesquisadores que afirma que a esfinge seria muito mais antiga, datando de, no mínimo, 10.000 a.C. , baseando-se na análise do calcário e sinais de erosão provocados por água.

Etimologia


A Esfinge com a Pirâmide de Quéfren ao fundo.


Não se tem certeza qual seria o nome usado pelos antigos egípcios para designar a estátua. A palavra "esfinge" foi dada já na Antiguidade clássica baseando-se numa criatura da mitologia grega formada pelo corpo de um leão, a cabeça de uma mulher e asas de águia, embora as estátuas egípcias tenham a cabeça de um homem. A palavra "esfinge" deriva do grego σφινξ, aparentemente do verbo σφινγω, que significa "estrangular", já que a esfinge da mitologia grega estrangulava todos que não conseguissem decifrar suas charadas.

Características

A Grande Esfinge foi esculpida em pedra calcária, tendo 57 metros de longitude, 6 metros de largura e 20 metros de altura, tornando-a a maior estátua esculpida em apenas um bloco de pedra. A esfinge olha para o leste e tem um pequeno templo situado entre suas patas.

História


A esfinge de Gizé em 1880 (note que seu corpo ainda está parcialmente enterrado)


Após o abandono da necrópole, a esfinge foi soterrada até seus ombros por areia e primeira tentativa de "desenterrá-la" ocorreu já por volta de 1400 a.C., no reinado de Tutmósis IV.
Somente em 1817 foi levado a cabo um restauro supervisionado pelo italiano Giovanni Caviglia, descobrindo todo o peito da estátua. Somente em 1925 a esfinge foi completamente revelada.
Não se sabe o paradeiro do nariz da estátua, de um metro de largura. Segundo lendas, o nariz teria sido arrancado por balas de canhão da artilharia de Napoleão Bonaparte ou também por tropas britânicas, até mesmo pelos mamelucos. Todavia, desenhos da esfinge feitos por Frederick Lewis Norden em 1737 e publicados em 1755 já ilustram a estátua sem o nariz. O historiador egípcio al-Maqrizi, do século XV, atribui o vandalismo a Muhammad Sa'im al-Dahr, um fanático sufi que, em 1378, após observar que camponeses deixavam oferendas à esfinge na esperança de aumentar suas colheitas, teria destruído a parte mais frágil da estátua.

Por: Aissa Bagano